Imagem

São nos pequenos detalhes que se escondem os maiores corações

Às vezes, a bondade humana nos deixa sem palavras. Só nos empolgamos com atos de pessoas anônimas que, sem levar asas nas costas, trazem pó de fada nos bolsos para dar felicidade aos nossos caminhos…

A psicanalista do Fãs da Psicanálise, Natthalia Paccola costuma dizer que a sutileza das boas pessoas está em transmitir bons ensinamentos sem precisar de esforço, aprovação ou reconhecimento. “Trata-se daquele tipo de pessoa que torna mais bonita e leve a vida daqueles que estão ao seu redor, levando luz aos dias de escuridão”, enfatiza.

Boas pessoas não enaltecem as suas qualidades ou ostentam o bem que fazem, elas costumam falar pouco sobre suas ações ou sobre si. Está na essência dessas pessoas, na maneira de ver o mundo oferecendo o que de melhor elas possuem aos demais.

Com quantas pessoas boas você convive?

Perceba, essas pessoas lhe enriquecem com suas palavras e com aquela humildade sutil que não conhece o egoísmo.

Além disso, são pessoas acostumadas a “levar luz aos outros”, para quem eles desejam acima de tudo a felicidade, cuidando de todos os detalhes, todas as situações. Não pedem nada em troca. Porque é da sua natureza, porque é a sua maneira de entender a vida.

Preste atenção ao seu redor, pois é possível que, quando menos se espera, alguém o surpreenda, fazendo-lhe um favor que você não esperava, ou se preocupando com você de uma maneira tão sincera que se sinta surpreso.

Costuma-se dizer que a melhor homenagem que pode ser feita às pessoas boas é imitá-las.

Agora, você compartilhará conosco a ideia de que nem todos podem fazer isso. Que nem todo mundo sabe como praticar a bondade humana. Então, a verdadeira questão que nos vem sobre isso seria… As pessoas boas nascem ou se tornam boas?

Na neurociência, há muitas vozes que defendem a tendência inata do ser humano para com o bem. Seria algo enraizado em nossa biologia e que exalta a psicologia positiva.

Experiências precoces, estilos parentais, contexto social e educacional e experiências subsequentes, poderiam fazer com que essa tendência natural sofresse as consequentes variações.

O ato de dar, de oferecer, de ajudar e cuidar, devem ser ele mesmo um ato capaz de oferecer felicidade e equilíbrio interior. No entanto, não há muitas pessoas que adquirem essa capacidade.

A arte da bondade como exercício de empatia

Algumas pessoas nem sequer estão conscientes da capacidade de ter empatia pelos seus semelhantes. Mas as pessoas boas sim, elas sentem as dores do mundo e os internalizam como seus, por isso, procuram todos os dias alcançar esse equilíbrio externo para se sentirem bem consigo mesmos.

Sua bondade é altruísta e é oferecida por nada. Para elas, o tempo não existe, suas prioridades são relegadas e não há distâncias e ainda menos demandas ou censuras.

Na humildade, onde os detalhes são importantes

Quem nasceu com um coração humilde sabe muito bem a grandeza que se esconde por trás dos detalhes. Ela sabe que um gesto, uma carícia, algumas palavras de encorajamento fazem muito mais do que qualquer bem material.

Não acumule coisas, não fique com o material. Cerque-se de pessoas boas que tornam seu mundo mágico e, se você não conseguir encontrá-las, torne-se uma delas.

Boas pessoas também podem se cansar de ser assim

De fato, se ao longo de sua vida você praticou a maravilhosa arte de abrir seu coração para os outros, de se preocupar em dar o seu melhor todos os dias para aqueles ao seu redor, é possível que em algum momento você tenha atingido o limite. Porque embora as pessoas boas não queiram receber nada em troca, elas devem ser reconhecidas. A razão? Quem não é reconhecido não é valorizado.

Às vezes, outras pessoas podem se acostumar com suas boas ações, aceitá-las como garantidas e os pedidos se tornam demandas.

Quem não encontra valor para seus esforços acabará se desgastando como um tecido que não pode dar mais de si mesmo. Não permita isso.

Cuide das pessoas boas ao seu redor como seus ativos mais preciosos. E cuide-se, sem nunca hesitar em estabelecer limites e sem cair no erro de que, ao dizer “não” você deixa de ser uma alma nobre.

(Fonte Original: gutenberg.rocks)

Imagem: Helena Lopes 

*Texto traduzido e adaptado com exclusividade para o site Natthalia Paccola. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *