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Síndrome do ninho vazio

A síndrome do ninho vazio é um processo natural da vida. Os filhos crescem, deixam a família e vão viver suas vidas. Se tornam independentes e decidem morar sozinhos, seja porque vão casar, cursar uma universidade ou buscar mais autonomia.

O que é a síndrome do ninho vazio?

A solidão física ou mental que atinge os pais ou tutores quando seus filhos/as deixam seus lares é conhecida como a síndrome do ninho vazio. Independentemente de ser homem ou mulher, ter ou não emprego, ou algum outro interesse fora da família, essa etapa evolutiva faz com que os pais se sintam profundamente abatidos, gerando problemas físicos e emocionais.

Tristeza, vazio, sensação de inutilidade, incapacidade de concentração, fadiga, preocupação excessiva, e até sentimento de culpa quando a relação entre pais e filhos é tensa, são os sintomas mais frequentes.

Esses sintomas variam de pessoa para pessoa, dependendo de sua personalidade, do estado emocional e até do grau de relacionamento que mantinha com aquele que deixou o lar. É necessário um lento processo de adaptação e mudança diante dessa nova realidade, pois toda a rotina de convivência será modificada, o que poderá causar crises entre os membros familiares envolvidos. É uma fase difícil até mesmo para alguns pais que se sentem satisfeitos por terem cumprido seus papéis para a independência dos filhos.

Desapegar e liberar

É importante ressaltar que toda relação deve ser cultivada, portanto o fato de estarem distantes não significa a perda dos nossos filhos, e sim uma nova forma de convivência com eles. A prevenção é a melhor forma de combatermos a síndrome, evitando o controle excessivo, dando-lhes aos poucos maior autonomia, e mesmo estando presentes, deixando-os tomar suas próprias decisões. Se a sua vida não foi estruturada apenas em torno dos seus filhos, é fácil seguir adiante.

É um processo natural que os filhos saiam de casa. É mais uma etapa de crescimento e evolução, que a princípio pode parecer estranho, causando vazio e solidão. Devemos aceitar como um recomeço, não só para eles que sairão em busca de novos desafios e experiências, mas também para os pais, com um novo conceito de vida e de novas perspectivas. Temos que renovar nossos planos de vida, tanto individuais quanto matrimoniais, enxergar nessa situação que a principio parece negativa, a oportunidade de dedicarmos mais tempo e energia a nós mesmos, em busca de novas experiências e satisfação pessoal.

Nada vai substituir a saída dos filhos, mas é preciso entender que a fase da vida mudou, e se a pessoa não buscar outras fontes de prazer ela pode desenvolver muitas doenças.Não é para ignorar os sintomas, mas sim aceitar a dor, aceitar a saída dos filhos, se adaptar a essa mudança e dar novo sentido para a vida.

Fonte: A mente é maravilhosa

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10 thoughts on “Síndrome do ninho vazio

  1. Cláudia says:

    Nossa…já não bastasse tantos transtornos que já tenho, será que estou sofrendo disso tb ?? Realmente a saída de meu filho de casa me abalou bastante. Não penso em outra coisa senão poder me mudar pra ficar perto dele. Se ainda não o fiz foi pq minhas condições financeiras não me permite. Embora minha terapeuta me fale o mesmo que está sendo falado aqui, sobre aceitar que ele está seguindo o caminho dele, uma vez que saiu de casa pra estudar, o vazio que sinto é grande, mesmo tendo outro filho. Mas tanto eu quanto ele vemos a mudança como uma forma tb de me ajudar a superar os transtornos que tenho. Vemos como uma possibilidade de eu poder buscar mais oportunidades no sentido de tratamentos mais eficazes. E sem contar que este meu filho quer me incentivar a sair de casa, a buscar lazer, coisas prazerosas que possam fazer a diferença no meu tratamento. Há casos e casos. Entendo que meu filho precisa viver novas experiências, precisa aprender a caminhar longe de mim, pois sempre fui muito protetora, mas só eu sei as minhas motivações!! Eu preciso dos meus filhos pra ser feliz, preciso da atenção e do afeto deles, pois só deles tenho sentimentos verdadeiros. Sem isso fica difícil me recuperar!! Cada um sabe de si e nem todos estão emocionalmente preparados pra ficarem longe de seus filhos. Acho muito cruel os médicos quererem que aceitemos a nova realidade. Acho que precisamos é de sermos incentivados a buscar a situação que nos conforte mais. O que acontece comigo ?? Me preocupo demais, sofro demais, daí aumento doses de medicação por conta própria pra minimizar o sofrimento. Isso não é bom!! Quero ser feliz ao lado de quem eu amo e me ama tb…algum mal nisso ?? Seria um mal se a outra parte não quisesse o mesmo que nós, se os filhos fizessem a escolha por viver longe da família..aí sim tínhamos que nos conformar…mas como não é o meu caso, tenho que tentar ficar bem e ter a coragem e ousadia para mudar a realidade!! Só que minha terapia não está me ajudando neste sentido. Estou vivendo um conflito entre o que sinto em meu coração e o que é visto pelos outros como o correto!! Sinto que quanto mais eu busco ajuda lendo, pior me sinto e mais confusa…aff!!!

    • Celia says:

      Claudia,
      Você fala aqui muitas vezes somente na 1a pessoa. Eu isso, eu aquilo… “Eu preciso estar sempre perto do meu filho para estar bem”, “Eu sofro demais”, “Eu preciso do amor e afeto deles”. Você deveria tentar construir algumas frases, que fossem iniciadas com: “O meu filho quer…..” “O meu filho precisa….” “O meu filho gosta…”.
      Todo reinício precisa de tempo, para as duas partes. É claro que doí. É óbvio que faz sofrer. Mas você tem que aceitar, que a vida do seu filho à ele pertence e só à ele. Ser mãe não lhe torna “dona” dos seus filhos. Eles crescem e tomam suas próprias decisões, como mudar de casa, de cidade e até de país. O amor e a gratidão pelos pais permanece uma vida inteira, mas cada um quer viver sua vida como bem lhe aprouver. É isso. Foi assim comigo e está sendo assim com meus filhos. Tenho 3 filhos. Aos pais é dada a chance de reinventar o contato com os filhos. O sentimento de amor é o mesmo, mas o ” manter os filhos na barra das nossas saias” a qualquer preço já não dá mais. Mesmo porque isso pode até dar em uma reação inversa, quer dizer, os filhos terem horror da sua presença, que representa dependência, cobranças e muita dor.
      Vá aceitando devagar a mudança e vá mudando também devagar o seu foco. Procure algo de seu interesse, como grupos de esporte, viajens, aulas de pintura, ajudar crianças, jovens e idosos em abrigos….há tanto o que fazer…
      Eu vou voltar a trabalhar na minha profissão, à qual deixei para ficar em casa cuidando dos meus filhos.
      Torço por você. Um abraço,
      Celia

  2. Melissa says:

    Nathalia,
    O problema se agrava quando se criou o único filho praticamente sozinha, meu caso, e se busca na literatura algo que ajude vc e só encontra “vc e seu cônjuge isso” ou “vc e seu cônjuge aquilo”….
    Acaba se revoltando contra tudo e todos…
    E estou na base do acerto e erro; tentando lidar com uma situação por vez..
    E conversar abertamente com o meu filho; do que acho errado e o que acho certo, de quando ele me magoa, do papel de cada um dentro de casa, … as brigas feias hj são raras mas ainda acontecem.
    Fica aqui um apelo que os autores lembrem que muitos pais e mães vivem somente com seus filhos, pois há aqueles que como eu estão sozinhos nessa batalha diária de se criar um filho e tudo o que envolve essa tarefa.

    • marlene monteiro mantovani says:

      Estava lendo o seu depoimento e as lagrimas rolavam por meu rosto. Passo a um ano o mais exatamente o mesmo. Ja tentei superar dizendo a mim mesma q isso tudo faz parte da vida. Mas nao resolve, pois o vazio e’ tao grande. Posso ate me adaptar a realidade, mas o vazio e’ enorme.
      Faço votos de q vc possa superar e ver alguma esperança no futuro. No meu caso existem muitos detalhes do dia a dia q estam dificultando passar por essa fase. Abraços.

    • maria bernadete says:

      ´Concordo com vc Melissa. As pessoas esquecem de mães que educam, cuidam, sustentam seus filhos sozinhas, Fala-se sempre na família perfeita. São tantas tarefas que o tempo passa e ai se enxerga que o tempo passou rápido demais. Cresceram os filhos e resta sim, a solidão.

  3. Alene Barbosa says:

    Já casei 2 e tenho um noivinho….e o pior que meu marido não prestava e me separei a 18 anos. A procura de um companheiro. Mas ajuda psicóloga ta ajudando, mas gasta muito.

  4. Carla says:

    Eu larguei tudo para cuidar dos meus dois meus dois filhos em tempo integral. Meu marido sempre dizia ” eles São prioridade”! Vi a prioridade de toda minha vida não existir mais para mim! Minha filha foi fazer mestrado na Australia, não pretende vir ao Brasil Durante a temporada por lá, aliás não sabe se Volta. Não quer se casar, nem me dar netos! Meu filho é casado e mora em outro Estado. Sua esposa é juiza e também não se anima com a idéia de ser mãe. Eu e meu marido somos dois estranhos. Vivemos para eles e esquecemos de nós, hj não nos reconhecemos! Ele ainda tem seu trabalho e circulo social, eu não tenho nada. Fiz muito pouco por mim, fui educada para servir a familia e a Deus. acreditei que aí estava o caminho pasr a felicidade. Que erro!

    • maria bernadete says:

      Carla,
      me sinto assim também, mas tenho necessidade de reagir. Nos tempos de hoje parece que eles não se importam mesmo com a gente, os velhos. Sinto uma infinita tristeza. Tenho amigos, viajo, faço trabalhos voluntários, saio muito, mas esse vazio que não passa, é terrível mesmo.

  5. carlos says:

    Vendo seu comentario Carla, vejo minha vida. Eu e esposa nos tornamos estranhos depois que meu filho se mudou para Curitiba e minha filha casou-se. Não tenho mais amigos, me isolei totalmente de tudo, inclusive da esposa que esta dentro da mesma casa que eu. Isso é muito recente, e não sei se me entrego ou tento achar formas pra lidar com a situação.

  6. Verá Lucia says:

    Bem eu daria o nome de Saudades, pois isso natural da Vida nossos filhos nascem e crescem e com certeza vai chegaro dia que vão partir, construir sua vida assim como aconteceu conosco também deixamos a cada dos nossos pais e fomos construir nossa, então não precisamos ficar triste, sentir vazio, principalmente quanto sabemos que estão bem e felizes, portanto, a felicidade deles é a minha também, claro que sentimos saudades, mais sempre que possível matamos está saudade.Então nada de ninho vazio.

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