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Necessidade de reconhecimento e felicidade no trabalho

Hoje vou começar a descrever uma situação que muito me preocupa no meu dia-a-dia dentro das organizações e também na minha vida acadêmica: o ideal de reconhecimento profissional que criamos para nossas vidas. E olha que o desgaste emocional em troca de um reconhecimento é bem maior do que podemos imaginar.

As pessoas fazem grandes investimentos psíquicos esperando receber o idealizado retorno. Em oposição, sabemos que todo o esforço sem amor e cheio de expectativa tende à frustração. Daí aquele velho discurso: esforcei-me tanto e nem fui reconhecido! Mas espera aí, você faz o seu trabalho porque gosta dele, entende sua função social, compreende que ele provê seu sustento ou faz seu trabalho para ser reconhecido e suprir suas vaidades? (Essa pergunta vale para todo mundo, para mim, pra você e para seu colega).

E assim, eu apresento aqui um grande, necessário e presente mal das organizações: a necessidade crônica de reconhecimento. Necessidade essa que muitas vezes tira nosso prazer de trabalhar, nosso prazer de fazer bem feito. Você já ouviu aquele discurso assim: “vou fazer de qualquer maneira mesmo porque ninguém valoriza”? Este discurso mostra o quão frágil é a pessoa. A necessidade de reconhecimento molda e toma sua vida profissional e pessoal.

Costumo classificar (sem querer rotular) pessoas que precisam de reconhecimento como muito difíceis porque se elas recebem reconhecimento, ótimo, elas ficam bem e se relacionam bem com os outros a sua volta. Mas, se por algum motivo, elas não são frequentemente reconhecidas, sua autoestima fica baixa causando problemas de relacionamento com os colegas e também problemas psíquicos.

E vamos falar a verdade, necessidade de reconhecimento é inerente ao ser humano. Quem não gosta de receber um elogio? É ótimo ser reconhecido! O que não podemos é pautar nossa vida e nossa felicidade no reconhecimento dos outros. Se fizermos isso tornamos nossa vida cheia de cobrança para conosco e para com aqueles que nos rodeiam.

Autor: Sonia Pedreira de Cerqueira

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