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INTUIÇÃO X PARANOIA

Nós, mulheres somos assim: loucas por sinais. Não falo em sinais de trânsito, nem em símbolos matemáticos. Na verdade, somos peritas em ACHAR que sabemos DECIFRAR o universo masculino. É. Descobrir o que existe por trás do que os homens dizem. De cada frase. Cada email. Cada telefonema. Cada recado no facebook. Para nós, o que os homens falam não significa apenas palavras ditas. NÃO. Procuramos o que fica no ar. O que mora nas entrelinhas. Afinal, somos mulheres, certo? E ganhamos a condição de sermos intuitivas, mesmo quando pegamos a pobre da intuição e a transformamos em refém. É, reféns. Para escondermos nosso pior lado. Aquela faceta que cada uma de nós esconde sutilmente na bolsa.

Sinto dizer, mas existem horas em que estamos erradas. EQUIVOCADAS. Não é nossa intuição falando. É a insegurança. São traumas de outros relacionamentos. Carência. Ciúme. E outras particularidades do nosso lado negro – ou não tão claro – que insistimos em esconder. Quer um exemplo? Seu namorado te liga sexta-feira à noite com uma voz não muito animada. Não interessa se ele trabalhou demais, se está preocupado, se viajou a madrugada inteira. Dependendo do nosso humor (e da época do mês), a gente logo pensa: AÍ TEM.

E começamos a procurar sinais que – às vezes – nem existem. Pode ser que estejamos certas, homens safados existem desde que o mundo é mundo. Mas a questão é: ONDE ESTÁ O LIMITE ENTRE A NOSSA INTUIÇÃO E A PARANOIA? Pensem bem. Se for intuição, ponto pra nós! (Somos boas nisso, de verdade). Mas se for apenas imaginação (ou devaneios da nossa mente fértil), vai chegar uma hora em que, de fofa e bem-resolvida, nos transformaremos em uma chata de galocha. É. Uma CHATA. E não vai ser um piscar de olhos charmosos (nem a sua inteligência e bom humor) que vão fazer o cara (é, o seu amor) parar de ter preguiça de você. Mentira minha?

É, gente, não há nada mais broxante que ciúme excessivo. Um pouquinho ainda vai, é saudável e pode ser até charmoso. Mas quando a pessoa vira uma maníaca obsessiva, MEU BEM, não há amor que resista. Eu escrevi uma vez (e isso serve para mim também) que a gente não pode confiar em ninguém se não confia em si mesmo. Se eu decorei? Bom, estou tentando.

E mesmo canceriana carente que sou, me lembro todo dia, antes de começar a “imaginar coisas”. Nós NUNCA vamos ter controle sobre a vida do outro. Nós NUNCA vamos impedir que nosso namorado, marido ou ficante façam o que bem entendam, mesmo sob nossa vigilância cerrada. E verdade seja dita: pode ser que AÍ TENHA COISA, SIM. Mas se tiver, não é mais problema seu. Nem meu. CONCORDAM?

Já disse uma vez que nossas escolhas nos fazem. E a consequência dos nossos atos é o que nos define. Para o bem. Ou para o mal. Taí o Schwarzenegger, o Tiger Woods e o ex-marido da Sandra Bullock – aquele vacilão – que não me deixam mentir.

Autora: Fernanda Mello

 

 

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9 thoughts on “INTUIÇÃO X PARANOIA

  1. isabel says:

    Desnecessario colocar gênero nesse texto. Essas inseguranças e comportamentos paranoicos nao sao exclusividade nem maioria feminina. Acontece a mesma coisa com homens também. Só reforçou esse estereótipo ridiculo que mulheres sao loucas e ciumentas.

    • Totalmente de acordo com ” não colocar género “. Somos sim intuitivas, … o bom hábito de falar com o coração. Quanto a mim, cada vez mais e sei que sempre o fui, sei respeitar o espaço do outro. Partilho já algum tempo de uma ” relação ” onde tudo isto poderá eventualmente acontecer e acontece. Pois, dou comigo com uma capacidade de gerir e nem questionar situações que podem criar ciúme, pq é muito importante para mim essa liberdade que sinto em só amar

  2. Gabriela Alves de Miranda says:

    Eu achei esse texto ótimo, eu estava achando que eu unicamente era a problemática e que as outras pessoas eram normais, mas o texto cita de uma forma generalizada. Não que eu esteja totalmente livre da culpa de imaginar coisas, e de ter uma intuição e “achismos” sobre o último homem muito interessante que conheci, mas não pude prosseguir no conhecer… porque eu com os achismos me tornei uma chata e estraguei tudo… Agora estou triste e decepcionada com esses malditos achismos que existiam antes mas em mínimas proporções, nunca foram assim acentuados… Que droga de intuição!! Porque a gente tem que ser assim… Eu não queria afugentá-lo! Nem chateá-lo, hoje vejo que foi á toa… por bobagens… que chato!!!! Muito útil o texto obrigada de coração!!! Gabriela

  3. Socorro Setubal says:

    Lendo esse texto, me vi retratado nele, como VC também sou canceriana, sei que cada um é responsável por suas escolhas, mas, escolher quem para parceiro se a maioria dos homens usam das mesmas práticas, optar em ficar só, talvez, usar das mesmas práticas para não se sentir por baixo, não é de bom tom. Então, nos tornamos umas chatas, intolerantes e as vezes eles não aguentam a pressão e vão cantar em outra freguesia e voltar ao mesmo círculo vicioso. Nos tornamos assim levadas pelo comportamento vacilão dos homens, não nascemos assim, tenho certeza. A saga continua.

  4. TRT says:

    o texto é leve e sutil em retratar essa situação, acho sim que é muito importante que mulheres se identifiquem pois, o primeiro passo é esse, perceber em nós mesmos a necessidade de mudança e de cuidados para não se tornar louca.

  5. Gabriela Ribas says:

    Eu vi uma figurinha esses dias no pinterest, o rapaz tinha enviado uma mensagem para a garota “vc quer sair amanha?!” e ela começou a responder – Jane está digitando- e enquanto ela digitava, ele ia pensando “que demora pra responder sim ou não” … ela digitando e ele “vai ver que ela tem compromisso amanha” e ela digitando … ele “ela deve estar me explicando pq não vai poder sair comigo amanha” e ela digitando … e ele “nossa, quantos motivos pra não sair comigo!” e ela digitando e ele “meu Deus, vai ver ela cansou de mim” … ela digitando e ele “vai me dar o fora, certeza!” – em todas as gravurinhas o guri surtando e a última, sério, ela dormiu e fone caído no rosto com nariz nas teclas… hauhauaha – eu sou assim algumas vezes… Exatamente assim, procuro sinais e mensagens onde não existe… Sofrimento desnecessário né… Aham… tô aprendendo 😉

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