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Ilusões perdidas

Me nego a dizer que as placas que levam para tua casa não são as mesmas que remetem ao desassossego.

Por vezes ainda tenho sonhos, devaneio de uma vida que nunca existiu, fantasia, essa que a gente toma como realidade, abraça e não larga e sofre e troca por bons jantares, belas roupas, muitas idas ao SPA, uma mesada cheia.
Reconheço que a boa vida é deliciosa, mais fácil mil vezes sofrer com uma taça de Brunello, do que com os boletos de infinitas contas nas mãos. Posso dizer que não é toda noite que repouso minha mente de consciência tranquila no travesseiro e durmo com a certeza de ter feito a escolha certa. Como repousar pensando se no amanhã não haverá uma nova trapaça?
Por isso repito, aos berros se preciso, não há bem mais precioso do que se pertencer, do que ter domínio sobre a própria vida. Lástima seria não reconhecer essa obviedade. E não me venha dizer que é preciso ser forte, que caráter não se compra. Conheço um milhão de vergonha na cara a venda por pouco preço, reconheço centenas de ótimos escambos por uma pensão mais ou menos.
Não há certo ou errado. Há a minha vida e a sua vida. Eu fiz minha escolha. Prefiro ser fiel a mim. Apenas.
(Sobre o aprendizado com a paciente de hoje, Natthalia Paccola)

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