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Dedo podre

Aqueles que escolhem sempre o mesmo tipo equivocado de parceiro amoroso não têm o “dedo podre”: estão se orientando por um critério errado.

Se uma pessoa escolhe sempre o mesmo tipo de parceiro que depois se mostra incompatível, convém apontar o dedo para si e fazer autocrítica.

O encantamento amoroso depende de vários parâmetros, inclusive do juízo que cada um tem de si; quem está bem consigo busca parceiros afins.

Quem não gosta do seu jeito de ser e busca alguém que seja seu oposto está cometendo um erro que tende a se repetir; leva sempre à separação.

Quem não gosta do seu jeito de ser tem que, antes de tudo, tratar de se modificar e se transformar em alguém que convive bem consigo mesmo.

As escolhas equivocadas podem se basear em critérios equivocados; por exemplo: o encantamento erótico não costuma ser bom conselheiro amoroso.

O melhor critério de escolha amorosa é aquele que se assemelha ao das grandes amizades: afinidades de caráter, gosto, interesses, projetos…

As pessoas relutam em escolher suas parcerias pela via racional; a meu ver, estão erradas, pois é papel da razão tomar as grandes decisões.

Autor: Flávio Gikovate

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4 thoughts on “Dedo podre

  1. Jess Araujo says:

    Não se trata só disso. As pessoas hoje em dia estão cada vez mais individualistas. Entram nos relacionamentos com a frase “se não der certo, a gente se separa” e não “se não estiver dando certo, trabalharemos até que dê, porque nosso amor é maior que qualquer problema”. As pessoas também costumam mostrar ser uma coisa que depois de um tempo a máscara cai, é quando nós percebemos que elas não eram aquela pessoa a qual nos apaixonamos. Então, em minha defesa (por eu ter o dedo podre rs), eu acho que vai além da minha escolha…

  2. Aline Menezes says:

    A humanidade está cada vez mais ansiosa e muitas dos sentimentos e relações começam porque querem estar com alguém e satisfazer a “regras sociais” e assim as pessoas não se dispõem a conversar muito, conhecer bastante, para após decidir se deve se relacionar ou não. Ao contrário começam a relacionar-se sem ao menos conhecer bem a pessoa, e alimentar sentimentos de “amor, paixão” vindo da ansiedade. Dái vem tantas frustrações, decepções e problemas emocionais. Quando realmente se ama, nada é barreira, nem mesmo as diferenças entre ambos, tudo é conversado sem brigas e resolvido entre os dois com muito respeito e amor. O verdadeiro amor é incondicional e é também renuncia. Os sentimentos que impõe condições, tem muitas resistências e brigas, está muito distante de ser amor. O amor é brando.

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