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Amor e perseguição

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus.

Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas plateias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Há quem acredite que amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e, caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a ideia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.
Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas. O amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo.
Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: Ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada.
Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se auto-flagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes (ou princesas) encantados(as). O amor é o prêmio para quem relaxa. As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas.
Autor: Martha Medeiros
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8 thoughts on “Amor e perseguição

  1. Qdo encontrei o amor eu estava me sentindo só e minha auto estima não estava lá essas coisas… Ele, o amor, foi quem me fez adquirir um brilho que só a felicidade plena traz. Então, como disse a Célia: Não totalmente de acordo mas gosto.

  2. nada says:

    Definição simplificada de algo que se tornou complicado (obs: se tornou, em nenhum momento usei o verbo “ser”), mas é um bom texto! Conseguiu definir algo que vem ocorrendo muito: a procura do amor como “hábito” de muitas pessoas atualmente, que é uma consequência de outros problemas que já foram abordados aqui.

    Contudo, não concordo com algumas restrições e generalizações.

  3. Rafael says:

    Tenho esquizofrenia. Tenho depressão. Tomo vários remédios. Minha auto estima não existe. Estive por mais de 2 meses sem por o pé pra fora de casa. Estava com uma crise horrível. Por algum motivo, resolver sair de casa. Fui num bar. Sentei de frente pra uma moça bonita. Começamos a conversar. Ela me ajudou. Me acolheu. Me amou de verdade, quando nem eu me amava. Hoje faz mais de 1 ano que estamos juntos. Queremos nos casar. Isso é amor. O resto é conveniência. Nenhum amor que não tem Deus como base, é amor de verdade.

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